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sábado, 11 de janeiro de 2014

Registros cotidianos

Tem aqui no blog a etiqueta "fotografia", mas eu quase nunca posto nada com essa tag. E como nos últimos dias brinquei um pouquinho com a minha Nikonzinha amada aqui dentro de casa, mesmo, eis o resultado:


As analógicas liiiindas de morrer que herdei da vovó. <3

obs: se alguém souber onde no Rio de Janeiro eu compro filmes de 120mm por um preço bacana, fico agradecida.

Eu sendo poser com a Koroll II + minha parede amada


 Marani modelando


Respectivamente, Cachorrão e Bob - já velhos de guerra - pegando um solzinho

As plantas da mamãe. Queria que desse pra sentir o cheiro da arruda e do alecrim.

(foco na tartaruga-grama que a Marani come)

Meu incenso favorito...


 ...acendendo....

...aceso. (:   sdds manicure
Esse incenso foi o pano de fundo de uma meditação boa como eu não vivenciava há tempos. O mantra foi wahe guru, e eu cheguei a sentir realmente uma alteração física, como se meu corpo de fato estivesse banhado pela maravilhosa luz que o mantra invoca. A numerologia me indica esse mantra pra entrar em equilíbrio comigo mesma. E olha, vou te dizer: funcionou. Foram 15 minutos de êxtase.

A janela mais maravilhosa desse Brasil - a do meu quarto, evidentemente. Usei sem querer o auxiliar de panorâmica, mas acabou ficando bem legal. *-*

Acho a fotografia interessante por ter o poder de eternizar momentos e até sensações que não vão poder ser experienciadas novamente da mesma maneira que já foi um dia (para mais informações, favor ouvir "Como uma onda no mar", do Lulu). Fotografo como desenho: sem técnica nem pretensão ne-nhu-ma, apenas porque me dá prazer.

Vejo a fotografia sempre como uma espécie de autorretrato. É absurda a quantidade de coisas que ficam implícitas sobre alguém se olharmos o que essa pessoa escolhe fotografar. É pensar o seguinte: se seus olhos tivessem zoom, no que eles focalizariam? Isso é a fotografia. É uma máquina de congelar o tempo. É o exercício de estar presente. 

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Beijos congelados!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Simples

Sei que vai parecer clichê
E é clichê
Hoje o sol se esmerou
Em amanhecer
Brilhou sobre mim
O corre-e-corre cotidiano
E eu me lembrei
De quando eu tinha doze anos
E me sentia muito incapaz
Mas não mais
Deixei pra trás
Feridas que eu fazia questão de conceber
Teorias pré-fabricadas pra me enlouquecer
A fome, a quem eu fingia nem perceber
E o tédio de quem ando até hoje a correr

Sei que vai parecer clichê
E é clichê
A primavera se esmerou
Em florescer
Diferenciar cores:
Não sabia, hoje sei
E eu me lembrei
De quando eu tinha 16
E lia Baudelaire e Allan Poe
Mas não mais
Já acabou
O tempo de me aprisionar em livros bons
O medo de não satisfazer-me com quem sou
A ideia de que só o amor triste é amor
A idade de ignorar que o mundo me chamou

Sei que vai parecer sonhar
E é sonhar
Hoje a chuva me convidou
Pra trovejar
Foi quando aprendi
Que amor é só o que me move
E eu me lembrei que ontem tinha 19
Cheguei a duvidar que existe deus
Cheguei a duvidar que existo eu
Mas não mais
Já disse adeus
À morte que não consegue mais me amedrontar
À rima que não quiser ser pobre pra rimar
Ao mundo que não quiser ser grande pr'eu viajar
À tudo que já insinuou que é ruim sonhar

-  
(a quem interessar possa)

Há um mês fez vinte anos que o mundo me existe. À véspera, numa coxia, uma amiga de vinte e poucos me disse ter surtado na sua passagem de 19 pra 20, ao que respondi: pois eu tô achando o máximo essa história de duas décadas. E estava mesmo, até que deu meia noite. Em um segundo, vinte anos pesaram nas minhas costas, ainda que eu não me lembrasse de cada um deles. Pus-me a pensar: oras, vinte anos de quê? Então fiz-me o favor de ilustrar-me em coisas que me são desde que me entendo por gente. Ei-las: música, laços de fita para o cabelo, tintas com as quais escrevi por toda uma parede do meu quarto, o coração de pelúcia de alguém especial, cartas de outro alguém especial, o empoeirado livro das sombras, fotografias - a vó, a prima, a mãe e a melhor amiga; o teclado, a máscara do Zanni (que significa um universo), a Naninha que já secou muitas lágrimas minhas; Bob, o ursinho, idem; o curso de ling do Saussure, fones gigantes de ouvido, agendas e diário, esmaltes, chapinha, aquele batom laranja, a fita métrica com seus números cruéis e a barrinha de cereal, o bibelô de bailarina, o headband, a Hay Lin e um livro dado e recebido com muito amor. Por fim, penso que essa foto me fotografa melhor do que qualquer retrato do meu rosto. Fico feliz ao perceber que nunca deixei de ser eu. Mais feliz ao perceber que mudei tanto. E ainda mais feliz ao perceber que ainda hei de mudar um bom bocado. Hoje não mando beijos:

Um sonho,
Lu


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Batatalha

   Da tampa da caixinha de chá fez-se ringue, e de tal ringue fez-se cenário para briga. Qual não foi minha surpresa ao entrar na cozinha e me deparar com uma batalha de batatas.  Perguntei pelo que brigavam, mas nenhuma das duas me respondeu. "Batatas não falam", pensei comigo mesma.Foi tudo muito rápido, não sei como nem porque começou. Mas ao menos consegui registrar o acontecido. As cenas da batalha foram sanguinolentas, e optei por expor apenas os momentos iniciais, nos quais as batatas em questão lançavam olhares fulminantes uma à outra.






     
THIS IS SPARTAAAA!

Depois disso, foi batata pra tudo que é lado.

Beijos embatatados,
Luísa Zanni

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Fotopoesia

   Lá estava eu, protelando leituras e demais afazeres, mergulhada no facebook, quando me deparei com uma página incrível: Literatura Nalomba. A ideia é a seguinte: construir poesia, transmitir mensagens com títulos de livros diversos. E pensar num cenário legal pra foto. E pensar num título pra sua criação. Aqui a "receita" dada própria equipe do projeto:



   Achei tão, mas tão divertido, tão interessante, que fui imediatamente fuçar meus livros para ver o que eu podia fazer. Meu quarto ficou um caos de livros, objetos aleatórios e câmera. Até minha gata brincou de modelo pra me ajudar. Deixo aqui, além das fotos, um convite, pra quem não conhecia o projeto entrar na dança. Asas à imaginação, gente! Não é caro se divertir, mesmo que se trate de uma diversão preciosa dessas.



                            Modernidade líquida
    


    Constatação
 



                                        Desejo
 



No teu colo




                                     Amor


  Quando você acha que terminou de ler um livro, vem um projeto desses e te mostra que existem muitas possibilidades de leitura além do que julgava sua vã filosofia, né? 

Boas releituras,
Luísa Zanni